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01 PIB G20 02 PIB Brasil 03 Leishmaniose Visceral 04 Escorpionismo Sazonalidade 05 Sazonalidade por região 06 Treino Logística Reversa 07 Taxa de Cobertura 08 Dengue 09 Animais Peçonhentos BR 10 Sal. Controlador 2024 11 Leptospirose 2024 12 PCOs por Região 2025 13 Febre Maculosa BR 14 Escorpião
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Destaque, Ano, 2025
Febre Maculosa BR, Notificações 
ANÁLISE /EPA
A febre maculosa, também chamada de febre do carrapato, é uma doença febril aguda, de gravidade variável, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada do carrapato-estrela ou micuim da espécie Amblyomma cajennense.
Evolução dos Casos de Febre Maculosa no Brasil
(2014–2023)
Entre os anos de 2014 e 2023, o Brasil registrou oscilações significativas nos casos confirmados de Febre Maculosa. No início do período, em 2014, foram contabilizados 182 casos em todo o país. Após pequenas variações nos anos seguintes, o número de casos apresentou uma tendência de crescimento, atingindo 262 casos em 2018 e 282 casos em 2019. No entanto, houve uma queda expressiva em 2020 e 2022, com 188 e 164 casos, respectivamente.
O maior número de casos foi registrado em 2023, com um total de 323 confirmações, configurando-se como o ano com a maior incidência da década.
A Região Sudeste concentrou a maioria dos casos ao longo de todo o período analisado, destacando-se com 237 casos em 2023, o que representa mais de 70% do total nacional. Estados como São Paulo e Minas Gerais são historicamente os mais afetados.
A Região Sul manteve números consideráveis ao longo dos anos, com destaque para os 65 casos em 2023. Já a Região Nordeste, que tradicionalmente apresentava baixos índices, teve crescimento nos últimos anos, alcançando 20 casos em 2023, o maior número da série histórica para essa região.
Por outro lado, a Região Centro-Oeste, que chegou a registrar até 6 casos em determinados anos, não teve nenhuma confirmação em 2023. A Região Norte permaneceu com números baixos durante todo o período, registrando apenas 1 caso em 2023.
Esses dados evidenciam uma concentração geográfica dos casos, sobretudo no Sudeste, ao mesmo tempo em que apontam para o aumento da disseminação da doença em outras regiões do país, como o Nordeste. O cenário reforça a importância do monitoramento contínuo e de ações de vigilância epidemiológica em âmbito nacional.
DATA DE ATUALIZAÇÃO: 28/04/2025
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